sábado, 19 de julho de 2014

Quem é o jovem

A criança é sementeira que aguarda, o jovem é campo fecundado, o adulto é seara em produção. Conforme a qualidade da semente, teremos a colheita.
Amélia Rodrigues1
O jovem é um Espírito em fase de desenvolvimento, definições e escolhas. A juventude é um período propício à reflexão acerca da vida e ao alinhamento dos objetivos reencarnatórios, mediante os contextos e as possibilidades que se apresentam, convidando o jovem ao exercício do autoconhecimento, da reforma íntima e ao cultivo de atitudes responsáveis por meio do seu livre-arbítrio e do reconhecimento da Lei de Causa e Efeito.
Identifica-se, nesse momento, o benéfico efeito do estudo e da vivência da mensagem cristã desde a fase da infância, cujo conhecimento fortalece as almas infantojuvenis para a adequada tomada de decisões e para a escolha de caminhos saudáveis e coadunados aos ensinamentos espíritas.
A ação orientadora da Evangelização é destacada por Guillon Ribeiro², ao afirmar que “sua ação preventiva evitará derrocadas no erro, novos desastres morais”; e por Francisco Thiesen3, ao expor que:
Dignificados pelo conhecimento e vivência dos postulados espíritas-cristãos que aprenderam na Infância e na Juventude, enfrentam melhor os desafios que os surpreendem, ricos de esperança e de paz, sem se permitirem afligir ou derrapar nas valas do desequilíbrio, da agressividade, da delinquência.
Afeto, criatividade, movimento, idealismo, arte e informação são alguns dos muitos elementos que permeiam o mundo jovem e que, associados ao conhecimento espírita e à vivência dos ensinamentos cristãos, contribuem para a formação de verdadeiras pessoas de bem.
1Amélia Rodrigues (Mensagem Evangelização: Desafio de Urgência, Divaldo FrancoTerapêutica de Emergência. Ed. LEAL. Salvador: BA, 1983, p. 21 a 25. Fonte: Apostila “Evangelização Espírita Espírito-Juvenil: o que é?, FEB)
2Guillon Ribeiro (Página recebida em 1963, durante o 1o Curso de Preparação de Evangelizadores — CIPE, realizado pela Federação Espírita do Estado do Espírito Santo, pelo médium Júlio Cezar Grandi Ribeiro. Fonte: Apostila Opinião dos Espíritos sobre a Evangelização Espírita Infantojuvenil, FEB)
3Francisco Thiesen (em espírito) (Entrevista realizada através da psicografia de Divaldo Pereira Franco, 1996. Fonte: Apostila “Opinião dos Espíritos sobre a Evangelização Espírita Infantojuvenil, FEB)

quinta-feira, 17 de julho de 2014

Juventude e tarefa espírita

JUVENTUDE: SOME ESFORÇOS, MULTIPLIQUE TALENTOS
A Juventude representa fase importante para o desenvolvimento do espírito.
Enquanto ser reencarnante em processo de aprimoramento, o jovem trilha caminhos que o convidam, continuamente, ao autoconhecimento e à escolha de atitudes alinhadas aos seus objetivos e ideais, comprometendo-se com uma opção mais consciente de vida. Mediante os desafios da atualidade, a mensagem de Jesus à luz do Espiritismo representa roteiro seguro e convida o jovem, igualmente, a assumir-se como tarefeiro no bem e a colaborar na construção do mundo novo.
A contribuição na seara espírita favorece ao jovem o conhecimento mais aprofundado da Doutrina Espírita e a vivência mais próxima do Movimento Espírita, permitindo unir cabeças, corações e mãos em prol da promoção do bem e da construção da paz.
A criação e o fortalecimento dos laços entre o jovem e a Casa Espírita trazem benefícios para todos:
Para a Casa Espírita e para o Movimento Espírita
  • Enaltece a função educativa da Casa Espírita pelo acesso à vivência do Evangelho Cristão;
  • integra os diversos segmentos etários, fortalecendo a troca de experiências e o sentimento de união;
  •  orienta trabalhadores – atuais e futuros – nos diversos campos de atuação espírita;
  • renova as habilidades dos atuais trabalhadores e compartilha experiências aos novos colaboradores;
  • valoriza as habilidades e talentos dos jovens colaboradores, orientando-os e acompanhando-os na diretriz doutrinária das ações da Casa Espírita;
  • proporciona o aumento de trabalhadores qualificados;
  • investe na continuidade, a médio e a longo prazos, dos trabalhos desenvolvidos pela Casa Espírita
Para o Jovem
  • Desperta para a oportunidade do trabalho voluntário na seara cristã, contribuindo para a realização de diferentes atividades oferecidas pela Casa Espírita;
  • participa de um processo permanente de formação para ação no bem, contando com o acompanhamento seguro de pessoas mais experientes;
  • vivencia o sentido de solidariedade, de responsabilidade e de compromisso com o aprimoramento de si e do meio social;
  • cria o hábito do estudo, que contribui para o autoconhecimento e amplia a capacidade de fazer escolhas;
  • desenvolve novas competências e habilidades que contribuirão com as atividades que desempenha nos demais contextos sociais;
  • constrói vínculos de amizade e fortalece as relações sociais.
OPORTUNIDADE NA CASA ESPÍRITA + ORIENTAÇÃO ADEQUADA = TRABALHADOR DO BEM
A necessária OPORTUNIDADE para servir deve sempre acompanhar a imprescindível ORIENTAÇÃO aos jovens tarefeiros, a fim de que se prepararem adequadamente para as atividades que serão abraçadas, respeitando-se a disponibilidade e a área de interesse.
Algumas recomendações, baseadas no documento “Orientação ao Centro Espírita” (CFN/FEB, 2006), poderão auxiliar os dirigentes de Casas Espíritas e os coordenadores da Área de Infância e Juventude:
  • As atividades dos jovens junto a outros setores, ou fora do Centro Espírita, devem ser sempre orientadas pelo dirigente/coordenador de Juventude ou pela Diretoria do Centro.
  • Propiciar aos jovens a capacitação para desempenhar atividades no Centro Espírita tais como: colaboração nas aulas para crianças, prestação de serviços nos setores de secretaria, tesouraria, informática e atividades assistenciais; colaboração nas reuniões públicas, doutrinárias, quer ocupando a tribuna, quer realizando outras atividades programadas para essas reuniões, e ajudar na divulgação da Doutrina.
Conforme nos aponta Emmanuel:
“a juventude pode ser comparada a esperançosa saída de um barco para viagem importante. A infância foi a preparação, a velhice será a chegada ao porto. Todas as fases requisitam as lições dos marinheiros experientes, aprendendo-se a organizar e a terminar a viagem com o êxito desejável.”
 (Psicografia de Francisco Cândido Xavier. Caminho, Verdade e Vida, FEB)
Trabalhemos, pois, apontando caminhos e caminhando juntos, para que a juventude encontre êxito nessa importante viagem reencarnatória.

Palestra com Divaldo Franco - As Crianças Índigo e a visão espírita

Encontro Com as Crianças Especiais!


terça-feira, 15 de julho de 2014

Qual o papel da família.

Conquanto seja o lar a escola por excelência [...] [os pais]
jamais deverão descuidar-se de aproximá-los dos
serviços da evangelização, em cujas abençoadas
atividades se propiciará a formação
espiritual da criança
e do jovem diante do porvir.
Bezerra de Menezes1
A família assume relevante função no processo evolutivo dos Espíritos reencarnantes. A maternidade e a paternidade constituem verdadeiras missões, visto que “Deus colocou o filho sob a tutela dos pais, a fim de que estes o dirijam pela senda do bem” (O Livro dos Espíritos, questão 582). Os pais e familiares representam, nesse sentido, evangelizadores por excelência, assumindo séria tarefa educativa junto às crianças e aos jovens que compõem seu núcleo familiar:
[...] inteirai-vos dos vossos deveres e ponde todo o vosso amor em aproximar de Deus essa alma; tal a missão que vos está confiada e cuja recompensa recebereis, se fielmente a cumprirdes. Os vossos cuidados e a educação que lhe dareis auxiliarão o seu aperfeiçoamento e o seu bem-estar futuro. Lembrai-vos de que a cada pai e a cada mãe perguntará Deus: Que fizestes do filho confiado à vossa guarda?” (Santo Agostinho, O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. 14, it. 9).
Tendo em vista a relevante orientação, os núcleos familiares devem promover um ambiente doméstico afetuoso, coerente e evangelizador, de modo a favorecer o desenvolvimento moral dos filhos e a orientá-los para o caminho do bem. A reunião de Evangelho no Lar representa especial momento de estudo em família, convivência e aprendizagem, e os grupos e reuniões de pais oferecidos pelas Instituições Espíritas podem auxiliá-los a melhor compreenderem a sublime oportunidade da maternidade e da paternidade. Portanto, “que os pais enviem seus filhos às escolas de evangelização, interessando-se pelo aprendizado evangélico da prole, indagando, dialogando, motivando, acompanhando…” (Guillon Ribeiro2).
1Bezerra de Menezes (Mensagem recebida pelo médium Júlio Cezar Grandi Ribeiro, em sessão pública no dia 2/8/1982, na Casa Espírita Cristã, em Vila Velha, Espírito Santo. Fonte: Apostila Opinião dos Espíritos sobre a Evangelização Espírita Infantojuvenil, FEB)


2Guillon Ribeiro (Página recebida em 1963, durante o 1o Curso de Preparação de Evangelizadores — CIPE, realizado pela Federação Espírita do Estado do Espírito Santo, pelo médium Júlio Cezar Grandi Ribeiro. Fonte: Apostila Opinião dos Espíritos sobre a Evangelização Espírita Infantojuvenil, FEB)

Quem é o Evangelizador

Abençoados os lidadores da orientação espírita, entregando-se afanosos e de boa vontade ao plantio da boa semente!
Guillon Ribeiro1
Considerando-se que o coração infantojuvenil é abençoado solo onde se deve albergar a sementeira de vida eterna (Vianna de Carvalho), a evangelização espírita apresenta-se como verdadeiro campo de semeadura e o evangelizador como responsável semeador.
Sua ação deve ser pautada nos princípios da fraternidade, do afeto e da fidelidade doutrinária, de modo a oportunizar às crianças e aos jovens momentos de aprendizado e de convívio com vistas ao conhecimento espírita e à vivência dos ensinamentos de Jesus.
Sensibilidade, coerência, empatia, responsabilidade, conhecimento, alegria e zelo são algumas das características dos evangelizadores, que buscam a construção de espaços interativos de aprendizado e de confraternização junto aos evangelizandos.
Para tanto, o evangelizador deve valer-se da adequada e contínua preparação pedagógica e doutrinária, para que
 [...] não se estiolem sementes promissoras ante o solo propício, pela inadequação de métodos e técnicas de ensino, pela insipiência de conteúdos, pela ineficácia de um planejamento inoportuno e inadequado. Todo trabalho rende mais em mãos realmente habilitadas.” (Guillon Ribeiro1).
Mediante a relevância da ação evangelizadora, Bezerra de Menezes2 sintetiza o caminho a ser trilhado, afirmando que “com Jesus nos empreendimentos do Amor e com Kardec na força da Verdade, teremos toda orientação aos nossos passos, todo equilíbrio à nossa conduta”, e convida a todos para abraçarem, com empenho e afinco, a tarefa de evangelização junto às almas infantojuvenis, “com a mesma ansiedade e presteza com que o agricultor cedo acorda para o arroteamento do solo, preparando a sementeira de suas esperanças para abundantes messes da colheita  pretendida”.


1Guillon Ribeiro (Página recebida em 1963, durante o 1o Curso de Preparação de Evangelizadores — CIPE, realizado pela Federação Espírita do Estado do Espírito Santo, pelo médium Júlio Cezar Grandi Ribeiro. Fonte: Apostila Opinião dos Espíritos sobre a Evangelização Espírita Infantojuvenil, FEB)
2Bezerra de Menezes (Mensagem recebida pelo médium Júlio Cezar Grandi Ribeiro, em sessão pública no dia 2/8/1982, na Casa Espírita Cristã, em Vila Velha, Espírito Santo. Fonte: Apostila Opinião dos Espíritos sobre a Evangelização Espírita Infantojuvenil, FEB)

domingo, 13 de julho de 2014

A importância da evangelização na visão dos espíritos

“Contemplamos, assim, com otimismo e júbilo, o Movimento Espírita espraiando-se, cada vez mais, nos desideratos da evangelização, procurando, com grande empenho, alcançar o coração humano em meio ao torvelinho da desenfreada corrida do século… Tão significativa semeadura na direção do porvir!” Guillon Ribeiro1
“O coração infantojuvenil é abençoado solo onde se deve albergar a sementeira de vida eterna. Preservá-lo com carinho, de modo a nele ensementar os postulados libertadores do Espiritismo, é dever que não pode ser postergado pelos educadores espíritas encarregados de cuidar das gerações novas.” Vianna de Carvalho2
“Estamos, filhos, vendo os primeiros resultados da Campanha de Evangelização Espírita Infantojuvenil [...]. Florescerá, por certo, a Árvore do Evangelho. Os campos verdes serão cobertos de extensas ramagens. Hão de surgir os frutos, após as flores. Tempo de crescimento, de floração!” Bezerra de Menezes3
“Hoje é a oportunidade ditosa para depositardes sementes no solo dos corações; amanhã será o dia venturoso de colherdes os frutos da paz.”  Francisco Thiesen4
Participe dessa semeadura!
Evangelize! Coopere com Jesus!
1Guillon Ribeiro (Página recebida em 1963, durante o 1o Curso de Preparação de Evangelizadores — CIPE, realizado pela Federação Espírita do Estado do Espírito Santo, pelo médium Júlio Cezar Grandi Ribeiro. Fonte: Apostila Opinião dos Espíritos sobre a Evangelização Espírita Infantojuvenil, FEB)
2Vianna de Carvalho (Página psicografada pelo médium Divaldo Pereira Franco, no dia 26 de fevereiro de 2007, em Miami, Fla. USA. Fonte: Apostila Entrevista com o Espírito Vianna de Carvalho, FEB, 30 anos da Campanha de Evangelização Espírita Infantojuvenil)
3Bezerra de Menezes (Mensagem recebida pelo médium Júlio Cezar Grandi Ribeiro, em sessão pública no dia 2/8/1982, na Casa Espírita Cristã, em Vila Velha, Espírito Santo. Fonte: Apostila Opinião dos Espíritos sobre a Evangelização Espírita Infantojuvenil, FEB)


4Francisco Thiesen (em espírito) (Entrevista realizada através da psicografia de Divaldo Pereira Franco, 1996. Fonte: Apostila Opinião dos Espíritos sobre a Evangelização Espírita Infantojuvenil, FEB)