quarta-feira, 7 de maio de 2014

A equipe mais importante


A equipe mais importante
 
Era o dia das profissões na escola municipal. Os pais compareciam e relatavam detalhes de como exerciam sua profissão. Os alunos, curiosos, faziam perguntas.
Algumas profissões encantavam a turma pela coragem necessária, como a dos bombeiros; ou excitavam a fantasia da criançada, como a de ator ou músico ou jogador de futebol.
Quando o pai de Sérgio entrou na sala, o menino foi escorregando na cadeira, desejando se esconder. Ele ficou imaginando o que o pai iria dizer. Corou de vergonha.
No entanto, Roberto, mostrando-se bem à vontade, contou que no momento estava desempregado.
Que profissão é esta? O que é, exatamente, que o senhor faz?  Perguntou, logo, um afoito garoto.
Bom, eu diria que minha principal ocupação, no momento, é procurar trabalho.
Um grande silêncio se fez na sala. Corajoso, continuou o seu relato.
Imaginem vocês que somos uma equipe de futebol e estamos perdendo de quatro a zero. Então, temos duas alternativas: podemos desistir ou podemos lutar até o final do jogo e tentar reverter o placar. O que vocês fariam?
A turma se entusiasmou e cada um foi dizendo que continuaria jogando, que faria cinco gols para ganhar a partida, que daria o melhor de si...
Pois é, continuou aquele pai, imagino quantos de vocês têm pais que trabalham o dia todo fora de casa e, à noite, quando chegam cansados, ainda se desdobram com as tarefas domésticas.
Penso em quantos de vocês têm irmãos mais velhos que, depois de terem saído de casa, para ganhar a própria vida, sofreram dificuldades e tiveram que voltar para a casa dos pais.
Tenho certeza que alguns de vocês vêm para a escola acompanhados por um irmão ou uma irmã.
Isso é equipe. Um ajuda o outro, sustenta o outro, ampara.
Eu sou o jogador de uma equipe maravilhosa, a mais sensacional equipe que se possa ter: minha família.
Nesse momento, Sérgio levantou a cabeça, voltou a se sentar ereto e começou a prestar atenção no que dizia o seu pai.
Família é o que há de mais importante na vida. Minha família me sustenta, nesse período, em que saio, a cada dia, tentando conseguir um trabalho.
Quando acordo pela manhã, é o sorriso da minha família que me anima a prosseguir lutando, buscando.
Minha família suporta meu mau humor quando tenho um dia ruim. Somos uma equipe e, como no futebol, não importa em que posição estejamos jogando, não importa se estamos perdendo a partida, o que importa é como se joga, porque sempre há a possibilidade de se reverter a situação.
Por isso, eu continuo, todos os dias, procurando um trabalho que me garanta auxiliar a minha família, enquanto ela mesma me sustenta, sem reclamar, sem acusar.
Minha família é a melhor equipe, a mais importante da minha vida. E, para cada um de nós, é com certeza, a equipe, graças à qual, vamos em frente, não paramos perante os obstáculos que possam se fazer maiores.
Família é amparo, é união, é auxílio.
Quando Roberto concluiu, foi tão aplaudido quanto qualquer outro dos pais que por ali havia passado, descrevendo os lances emocionantes de sua profissão.
Nos olhos das crianças havia o brilho da emoção. Em seus corações, a lição de um pai agradecido à esposa e filhos que lhe entendiam o esforço e lhe davam apoio.
Uma lição que eles levariam impressa, de forma indelével, para as suas próprias vidas.
 
Redação do Momento Espírita, com base no link
 www.hirukide.com/es/index.php [visualização em 5.2.2014].


segunda-feira, 5 de maio de 2014

NÃO SÓ

NÃO SÓ

"E peço isto: que a vossa caridade abunde mais e mais em ciência e em todo o conhecimento."
Filipenses, 1:9

A caridade é, invariavelmente, sublime nas menores manifestações, todavia, inúmeras pessoas muitas vezes procuram limitá-la, ocultando-lhe o espírito divino.
Muitos aprendizes creem que praticá-la é apenas oferecer dádivas materiais aos necessitados de pão e teto.
Caridade, porém, representa muito mais que isso para os verdadeiros discípulos do Evangelho.
Em sua carta aos filipenses, oferece Paulo valiosa assertiva, com referência ao assunto.
Indispensável é que a caridade do cristão fiel abunde em conhecimento elevado.
Certo benfeitor distribuirá muito pão, mas se permanece deliberadamente nas sombras da ignorância, do sectarismo ou da autoadoração não estará faltando com o dever de assistência caridosa a si mesmo?
Espalhar o bem não é somente transmitir facilidades de natureza material. Muitas máquinas, nos tempos modernos, distribuem energia e poder, automaticamente.
Caridade essencial é intensificar o bem, sob todas as formas respeitáveis, sem olvidarmos o imperativo de autossublimação para que outros se renovem para a vida superior, compreendendo que é indispensável conjugar, no mesmo ritmo, os verbos dar e saber.
Muitos crentes preferem apenas dar e outros se circunscrevem simplesmente em saber; as atividades de todos os benfeitores dessa espécie são úteis, mas incompletas.
Ambas as classes podem sofrer presunção venenosa.
Bondade e conhecimento, pão e luz, amparo e iluminação, sentimento e consciência são arcos divinos que integram os círculos perfeitos da caridade.
Não só receber e dar, mas também ensinar e aprender.

Emmanuel

Produção: SER 

sexta-feira, 2 de maio de 2014

O amor não tem limites

O amor não tem limites
 
O amor não tem limites. Não seleciona. É incondicional.
Ama-se tudo na pessoa e temos a capacidade de fornecer detalhes das atitudes de quem é o objeto do nosso amor.
Temos a capacidade de reconhecer o som inconfundível dos passos, a maneira única de falar, o timbre da voz.
Ama-se o bom, ama-se o que nos desagrada. Por vezes, na convivência diária, nos dizemos incomodados, com alguns senões, e afirmamos não suportar o barulho da colher batendo no prato, às refeições; o jeito barulhento de jogar as chaves sobre o balcão, ao chegar em casa, os sapatos no meio da sala; a bagunça do banheiro após o banho.
Referimo-nos a muitos amores: pais, avós, filhos, cônjuges, irmãos.
Quantas vezes teremos lhes chamado a atenção, nas tentativas, sempre inexitosas, de modificar certos comportamentos?
Será possível que amemos a quem nos irrita, nos incomoda? Quereremos bem a quem temos de suplicar, dezenas de vezes, para agir de outra forma, todos os dias?
Amamos, sim. Porque basta que qualquer um dos nossos amores se vá, no rumo do grande Além, para que fiquemos aguardando aquela chegada barulhenta, objetos espalhados pelos cômodos vazios, o ruído às refeições.
Íntima e exteriormente afirmamos que daríamos tudo o que temos para ouvir outra vez aquele ruído incômodo, quebrando o silêncio à mesa.
O que não daríamos para desfrutar daquela presença física, entre nós, uma vez que fosse, uma vez mais.
Como almejaríamos ouvir a sonoridade daquela voz, mesmo que fosse em tom um pouco mais elevado do que o normal.
Isso nos diz que, quando amamos, mesmo o que catalogamos como desagradável, faz parte do pacote do nosso sentimento incondicional.
O amor é assim mesmo: amplo, somente comparado ao Universo, em constante expansão. É de tal forma vigoroso que tem a capacidade de todas as renúncias, sem se perturbar.
O amor pensa no outro antes que em si próprio. A sua felicidade é propiciar felicidade ao objeto da sua afeição.
Digam isso todas as mães que se privam do alimento para garantir o dos seus filhos; os cônjuges que se devotam, de corpo e alma, no atendimento às enfermidades repentinas ou longas, que alcançam o outro, tornando-o incapacitado e dependente para as mínimas coisas.
Ateste isso os que têm os olhos úmidos pelo pranto da saudade, os que sofrem a dor da ausência física de alguém especial, alguém que deixou marcas expressivas, nas nervuras da nossa intimidade sofrida.
Sim, amamos o todo. Não há como dissociar o sentimento, fracioná-lo.
*   *   *
Com Jesus aprendemos que o amor substituirá, um dia, a agressividade humana, resolvendo todas as questões que possam constituir pontos de divergência entre as criaturas.
Mergulhemos o espírito nas correntes vibratórias do amor e deixemos que o amor nosresponda aos anseios com a linguagem imperceptível da paz interior.
Amemos, portanto, esforçando-nos a princípio, mesmo que se demorem em nosso paladar afetivo os ressaibos de muitos desamores que nos atingiram, e constataremos, sorrindo, que a maior felicidade no amor pertence a quem ama.
O amor é de origem divina. Quanto mais se doa, mais se multiplica sem jamais exaurir-se.
 
Redação do Momento Espírita, com pensamentos finais
do verbete Amor, do livro Repositório de sabedoria,v.1, pelo Espírito
Joanna de Ângelis, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. LEAL.
Em 19.3.2014.

terça-feira, 29 de abril de 2014

PROBLEMAS DO AMOR

PROBLEMAS DO AMOR

“…que vosso amor cresça cada vez mais no pleno conhecimento e em todo o discernimento.” Filipenses, 1:9
O amor é a força divina do Universo.
É imprescindível, porém, muita vigilância para que não a desviemos na justa aplicação.
Quando um homem se devota, de maneira absoluta, aos seus cofres perecíveis, essa energia, no coração dele, denomina-se "avareza"; quando se atormenta, de modo exclusivo, pela defesa do que possui, julgando-se o centro da vida, no lugar em que se encontra, essa mesma força converte-se nele em "egoísmo"; quando só vê motivos para louvar o que representa, o que sente e o que faz, com manifesto desrespeito pelos valores alheios, o sentimento que predomina em sua órbita chama-se "inveja".
Paulo, escrevendo à amorosa comunidade filipense, formula indicação de elevado alcance.
Assegura que "o amor deve crescer, cada vez mais, no conhecimento e no discernimento, a fim de que o aprendiz possa aprovar as coisas que são excelentes."
Instruamo-nos, pois, para conhecer.
Eduquemo-nos para discernir.
Cultura intelectual e aprimoramento moral são imperativos da vida, possibilitando-nos a manifestação do amor, no império da sublimação que nos aproxima de Deus.
Atendamos ao conselho apostólico e cresçamos em valores espirituais para a eternidade, porque, muitas vezes, o nosso amor é simplesmente querer e tão somente com o "querer" é possível desfigurar, impensadamente, os mais belos quadros da vida.

Emmanuel
Produção: SER 

domingo, 27 de abril de 2014

Aconteceu....

Aconteceu.....
No sábado, 26/04/2014, o salão estava todo decorado com flores e desenhos mostrando a vida indígena. Temos uma artista, Valéria, a mãe da Elzira que nos envia a decoração para o salão de acordo com data comemorativa do mês.
Neste sábado, a Danyla, o Gustavo, a Marina, a Thaís, o Yan, a Ana Júlia e suas respectivas mães participaram das atividades.  A Natália está doente, internada na Clínica Sinhá Neves.
As mães escreveram passo a passo receitas de guloseimas a serem servidas numa festa junina, tendo em vista uma pessoa que não sabe cozinhar (motivo de muito riso). Ao final do encontro da tarde foram para o salão e tiveram o primeiro contato com o Método Braga. O momento foi  muito produtivo.
Neste encontro também tivemos uma série de brincadeiras geniais. Vimos crianças vencendo desafios, outras nos levando a criar alternativas válidas para sua adaptação nas brincadeiras.
Cada encontro é único. Surpreendemos-nos com as crianças que já possuindo conhecimento da rotina, nos fala o próximo passo a acontecer. Crianças que num dia estão mais disponíveis para a brincadeira, outro dia exercem comportamentos que exigem maior atenção e dedicação do trabalhador. Elas já conhecem o trabalhador, o espaço físico e sabem o que esperamos de cada uma. Creia, a criançada também exprime claramente seus desejos.
Ao colocar estrategicamente os colchonetes no chão, nos deparamos com a pequena Ana Júlia a pegar um por um e entregá-los para a Fátima. Ana Júlia se divertiu muito e fez que todos nós parássemos as atividades para apreciar sua proeza.
A Marina tendo por tarefa assentar numa bola de soprar de pequeno porte se viu apreensiva.
Mas a Marina venceu o desafio !
A alegria do Yan é constante.
Assim como cada criança, cada trabalhador da equipe é único e exclusivo. Encontramos na particularidade de cada um o forte empenho em prol de nosso trabalho. As pessoas possuem iniciativa, bom humor, estratégias diferenciadas e muito amor a doar.
A cada mãe e a cada trabalhador rogo a Jesus Cristo as bênçãos necessárias para cada amanhecer!
Agradeço muito pela oportunidade de trabalho, que é forma de aprendizado!
Flora