quinta-feira, 10 de julho de 2014

O que é Evangelização Espírita Infantojuvenil

[...] educar uma criança e um jovem à luz do Espiritismo
é semear luz pelos caminhos do futuro…
Vianna de Carvalho1
Evangelização Espírita Infantojuvenil é toda a atividade voltada ao estudo da Doutrina Espírita e à vivência do Evangelho de Jesus junto à criança e ao jovem.
Sua ação visa:
- promover a integração do evangelizando consigo mesmo, com o próximo e com Deus;
- proporcionar o estudo da lei natural que rege o Universo e da “natureza, origem e destino dos Espíritos bem como de suas relações com o mundo corporal” (Allan Kardec, O que é o Espiritismo, Preâmbulo); e
- oferecer ao evangelizando a oportunidade de perceber-se como ser integral, crítico, consciente,  participativo, herdeiro de si mesmo, cidadão do Universo, agente de transformação de seu meio, rumo à toda perfeição de que é suscetível. (Cecília Rocha e equipe. Currículo para as Escolas de Evangelização Espírita Infantojuvenil. 4. ed. 2. reimp. Rio de Janeiro: FEB, 2011.)
Na Instituição Espírita, a atividade de Evangelização abrange as aulas de evangelização espírita, momento especial de convivência, aprendizado, reflexão, compartilhamento de experiências e construção de vínculos de amizade e de fraternidade entre as crianças e os jovens frequentadores.
A ação evangelizadora envolve, ainda, pais e familiares, convidando-os a participarem de grupos ou reuniões voltados ao estudo de temas relacionados à vida em família, fundamentados à luz da Doutrina Espírita.
A relevância da tarefa é destacada por vários benfeitores espirituais, dentre eles, Guillon Ribeiro2, ao afirmar que “é imperioso se reconheça na evangelização das almas tarefa da mais alta expressão na atualidade da Doutrina Espírita”; e Vianna de Carvalho1, ao sintetizar que:
 [...] à Evangelização Espírita Infantojuvenil cabe a indeclinável tarefa educacional de preparar os futuros cidadãos desde cedo, habilitando-os com as sublimes ferramentas do conhecimento e do amor para o desempenho dos compromissos que lhes cumprirá atender, edificando a nova sociedade do amanhã.
 1Vianna de Carvalho (Página psicografada pelo médium Divaldo Pereira Franco, no dia 26 de fevereiro de 2007, em Miami, Fla. USA. Fonte: Apostila Entrevista com o Espírito Vianna de Carvalho, FEB, 30 anos da Campanha de Evangelização Espírita Infantojuvenil)
2Guillon Ribeiro (Página recebida em 1963, durante o 1o Curso de Preparação de Evangelizadores — CIPE, realizado pela Federação Espírita do Estado do Espírito Santo, pelo médium Júlio Cezar Grandi Ribeiro. Fonte: Apostila Opinião dos Espíritos sobre a Evangelização Espírita Infantojuvenil, FEB)

segunda-feira, 30 de junho de 2014

O AMOR MAIS PERFEITO

O amor-perfeito
Ele era um amante da natureza. Adquiriu uma grande porção de terras, contratou jardineiros e decidiu instalar um maravilhoso jardim.
Em sua mente, idealizou flores em meio a lençóis de verdura e árvores exóticas. Romântico, imaginou cores variadas em ramalhetes perfumados, ao lado de árvores grandes e pequenas, com flores e frutos em abundância.
Não mediu esforços, nem recursos. Consultou entendidos de toda sorte, pois desejava que o seu jardim se tornasse um lugar extremamente agradável, onde as pessoas pudessem respirar ar puro, perfume e ficassem felizes com a beleza.
Esperava que artistas nele se inspirassem para criar obras lindíssimas e que os poetas ali encontrassem inspiração para versos imortais.
Transcorrido o tempo, foi visitar o jardim, cogitando de como seria o dia em que pudesse ofertá-lo ao público.
Qual não foi a sua surpresa, ao descobrir que as flores não haviam florescido, nem as árvores frutificado. Tudo parecia dormir, como num encantado conto de fadas.
Arbustos, árvores e flores definhavam e pareciam morrer. Foi então que, indagando das causas, o carvalho disse que estava morrendo porque não podia ser tão majestoso e alto quanto o pinheiro.
Já o pinheiro murchava porque não conseguia dar uvas como a parreira e essa se mostrava encolhida e triste, por não poder desabrochar como a roseira.
Todos tendiam a invejar o porte, a esbeltez, a beleza do outro ou a sua capacidade de florir ou frutificar. Em meio a tanta lamentação, o homem descobriu, no entanto, uma planta florida e viçosa. Era o amor-perfeito, que lhe disse:
Supus que, quando fui plantado, você queria um amor-perfeito. Se quisesse uma pereira, um carvalho ou um pequeno arbusto os teria plantado.
Então, pensei que se não posso ser ninguém além de eu mesmo, tentarei ser o que sou da melhor maneira possível.
*   *   *
Crescer e florescer onde Deus nos colocou é medida de sabedoria.
Cada um reconhecer que tem seu próprio valor e um especial papel no jardim imenso, que é a Terra que o Pai nos concedeu para nosso crescimento, é norma de felicidade.
Descobrir seu potencial e sentir-se feliz em realizar o que sabe, o que pode, onde está, deve se constituir motivo de alegrias.
É bom pensarmos que não existe, em todo o Universo, outra criatura igual a nós. Cada indivíduo é único.
Ninguém que tenha o nosso idêntico tom de voz, a nossa vibração, o exato ponto da nossa emoção e sensibilidade.
Ninguém que possa fazer o que podemos e devemos fazer, porque cada um é um ser especialmente concebido por Deus, para atuar no concerto da Criação, exalando o seu perfume, ofertando os seus frutos e felicitando as criaturas.
*  *  *
Mesmo no deserto florescem espécies de flores, demonstrando que Deus atenta para detalhes e tudo dispõe no lugar devido.
À semelhança delas, ofertemos à vida o que de melhor tenhamos, onde nos situemos, mesmo que nos sintamos em pleno deserto de corações que nos amem ou que se recordem de nos gratificar com sua atenção.
Redação do Momento Espírita, com base em artigo intituladoAmor-perfeito, publicado em Seleções Reader’s Digest,
de janeiro de 1999.
Em 28.3.2014.