sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Livro o céu e o inferno

Jornal Verdade e Luz de Agosto de 2001
Em agosto de 1865, Allan Kardec lançava em Paris - França, o livro “O Céu e o Inferno” ou “A Justiça Divina Segundo o Espiritismo”.
Segundo as afirmações de André Moreil, um dos brilhantes biógrafos do Codificador do Espiritismo, o ano de 1865 foi um ano de várias conquistas para a doutrina. Além do surgimento dessa obra básica que é “O Céu e o Inferno”, surgiram vários jornais espíritas que contribuíram para ampliar a divulgação do Espiritismo, entre eles: “O Salvador do Povo”, “A Luz”, “A voz de Além Túmulo”, em Bordéus; “O Futuro”, em Paris; “O Médium Evangélico”, em Toulouse; “O Mundo Musical”, Bruxelas. E, no Brasil, o “Eco d’Além Túmulo”, na Bahia.
Entretanto, foi o lançamento de “O Céu e o Inferno” que representou o acontecimento principal, pois, a partir deste fato, os conceitos espíritas sobre a imortalidade da alma ganharam nova dimensão e repercutiram na cultura da época, como um relâmpago iluminando inúmeros pontos obscuros e/ou mal interpretados pelas doutrinas ortodoxas.
Composto de 19 capítulos, “O Céu e o Inferno” expõe o exame comparado das doutrinas sobre a morte e vai além: discorre sobre as penalidades e recompensas futuras; aborda a questão dos anjos e demônios e tece vários comentários sobre as penas, culminando com a exposição de numerosos exemplos sobre a situação real da alma, durante e depois da morte física.
Ao lado dos demais livros da chamada Codificação Espírita estruturada por Allan Kardec, sob a orientação dos Espíritos Superiores, “O Céu e o Inferno” é uma obra de leitura obrigatória por todos aqueles que pretendam conhecer com mais profundidade o outro lado da vida corpórea, querem compreender como se processa a justiça divina e quão justa ela é.
Ao ler e assimilar o conteúdo do item “Código da Vida Futura” que integra o capítulo VII, dificilmente o leitor deixará de refletir sobre as suas atitudes da vida presente e, como conseqüência, passa a descortinar uma nova perspectiva de vida, em busca da felicidade.
Allan Kardec termina assim este capítulo: “Podendo o homem libertar-se das imperfeições por efeito da vontade, pode igualmente anular os males consecutivos e assegurar a futura felicidade”.
“A cada um segundo as suas obras, no Céu como na Terra: - tal é a lei da Justiça Divina”.
Vamos, pois, colocar “O céu e o Inferno”, no seu devido lugar: nas feiras do livro, nas livrarias, nos estudos regulares nas casas espíritas, nas cabeceiras de nossas camas e, sobretudo, em nosso dia-a-dia.
Pense Nisso. Pense Agora.
(Jornal Verdade e Luz Nº 187 de Agosto de 2001)

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Se não houver amanhã...

Se não houver amanhã...

Sabe, eu que costumava deixar muitas coisas para amanhã, resolvi lhe dizer, hoje, o quanto você é importante para mim, porque quando acordei pela manhã, uma pergunta ressoava na acústica de minha alma: “e se não houver amanhã?” 

Então hoje eu quero me deter um pouco mais ao seu lado, ouvir suas idéias com mais atenção, observar seus gestos mais singelos, decorar o tom da sua voz, seu jeito de andar, de correr, de abraçar.

Porque... se não houver amanhã... eu quero saber qual é sua comida preferida, a música que você mais gosta, a sua cor predileta...

Hoje eu vou observar seu olhar, descobrir seus desejos, seus anseios, seus sonhos mais secretos e tentar realizá-los.

Porque, se não houver amanhã... Eu quero ter gravado em minha retina o seu sorriso, seu jeito de ser, suas manias...

Hoje eu quero fazer uma prece ao seu lado, descobrir com você essa magia que lhe traz tanta serenidade, quero subir aos céus com você, pelos fios invisíveis da oração.

Hoje eu vou me sentar com você na relva macia, ouvir a melodia dos pássaros e sentir a brisa acariciando meu rosto, colado ao seu, em silêncio... E sem pressa.

Hoje eu vou lhe pedir por favor, agradecer, me desculpar, pedir perdão, se for necessário.

Sabe, eu sempre deixei todas essas coisas para amanhã, mas o amanhã é apenas uma promessa... o hoje é presente.

Assim, se não houver amanhã eu quero descobrir hoje qual é a flor que você mais gosta e lhe ofertar um belo ramalhete.

Quero conhecer seus receios, lhe aconchegar em meus braços e lhe transmitir confiança...

Hoje, quando você for se afastar de mim, vou segurar suas mãos e pedir para que fique um pouco mais ao meu lado.

Sabe, eu sempre costumo deixar as palavras gentis para dizer amanhã, carinhos para fazer amanhã, muita atenção para prestar amanhã, mas o amanhã talvez não nos encontre juntos.

Eu sei que muitas pessoas sofrem quando um ser amado embarca no trem da vida e parte sem que tenham chance de dizer o que sentem, e sei também que isso é motivo de muito remorso e sofrimento.

Por isso eu não quero deixar nada para amanhã, pois se o amanhã chegar e não nos encontrar juntos, você saberá tudo o que sinto por você e saberei também o que você sente por mim.

Nada ficará pendente...

Quero registrar na minha alma cada gesto seu.

Quero gravar em meu ser, para sempre, o seu sorriso, pois se a vida nos levar por caminhos diferentes eu terei você comigo, mesmo estando temporariamente separados.

Sabe, eu não sei se o amanhã chegará para nós, mas sei que hoje, hoje eu posso dizer a você o quanto você é importante para mim.

Seja você meu filho, minha filha, meu esposo ou esposa, um amigo talvez, você vai saber hoje, o quanto é importante para mim... Porque, se não houver amanhã...

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Amanhã o sol será o mesmo mensageiro da luz, mas as circunstâncias, pessoas e coisas, poderão estar diferentes.

Hoje significa o seu momento de agir, semear, investir suas possibilidades afetivas em favor daqueles que convivem com você.

Hoje é o melhor período de tempo na direção do tempo sem fim...

Autor desconhecido.