sexta-feira, 31 de julho de 2015

Momento para orar

Querido irmão, querida irmã,
Por alguns minutos respire pausadamente, excluindo da mente toda e qualquer preocupação, e mentalize Jesus...
Retire só um pouco a atenção das dúvidas, dos temores, das aflições, das dores, das dificuldades e dos impedimentos, da falta de saúde, da falta de recursos, das incompreensões, do desamor e das hostilidades e, adoçando o coração, sinta a sua amorosa presença ao seu lado ou ao lado de quem desejas ver beneficiado.
Sentindo-O, nada peça pois Jesus sabe do que precisas... Apenas entregue-se à sua Divina proteção e ore:
 
"Pai Nosso que estais no céu, santificado seja o vosso nome!
Venha a nós o vosso reino e seja feita a vossa vontade,
assim na Terra como no céu.
O pão nosso de cada dia dai-nos hoje e perdoai as nossas dívidas
assim como perdoamos os nossos devedores,
e não nos deixeis cair em tentação mas livrai-nos do mal,
porque teus são o Reino, o Poder
e a Glória para sempre!"
Assim seja!

segunda-feira, 27 de julho de 2015

Aprendendo com as árvores

 Aprendendo com as árvores
 
O poeta Olavo Bilac, em poucos versos, nos convida a olharmos as árvores, as velhas árvores, tanto mais belas quanto mais antigas, vencedoras da idade e das procelas.
As árvores têm muito a nos ensinar. Uma das suas grandes lições é sua capacidade de adaptação.
Elas tanto crescem num cantinho do quintal, a partir de um caroço que foi jogado a esmo quanto, inconformadas, destroem a calçada de concreto com a força das suas raízes.
Na juventude, se dobram, ao sabor dos ventos fortes, vergam como em um grande exercício de flexibilidade. Depois, passada a tormenta, ei-las de tronco ereto.
E, com o passar dos anos, vão se deixando enrijecer, alargando aqui, rompendo outros galhos logo acima, enriquecendo a cabeleira frondosa e amiga.
Copa de sombra. Ninho de tantos pequenos alados. Alegria da criançada que adora se aninhar aqui e ali, para observar a paisagem de melhor ângulo.
Ou amarrar cordas para um balanço. Ou montar uma casa ali mesmo, nas alturas.
Ou, simplesmente, subir até onde possa para saborear os frutos, diretamente da generosa fonte.
Caprichosas, as árvores se enchem de flores, explodindo em cores. E, para que todas possam ter seu momento especial de desfile, elas se revezam no calendário.
As quaresmeiras roxas em março, os ipês rosa em julho, os jacarandás mimosos, com sua chuva lilás, em novembro.
Ainda se permitem servir de palco e auditório para a passarinhada que, mesmo nas grandes cidades, canta acima de todos os decibéis dos carros do trânsito alucinado.
Velhas árvores amigas, veem as gerações se sucederem. Observam a criança crescer, amadurecer. Acompanham-lhes os filhos que, também, delas irão se servir.
Servir da sombra, dos frutos, das flores.
Envelhecem com dignidade, não se esquecendo de romper em flores, em frutos, em atapetar o chão com maestria, em derrubar alguns dos frutos maduros para adubar o chão.
Velhas árvores amigas...
Não temem ver seus galhos se retorcerem e seu tronco ficar enrugado. A cada ano, encontram forças e ofertam o melhor de si: as frutas mais doces, mais coloridas, que se tornam as mais cobiçadas.
Como se fossem se aprimorando, no transcorrer dos anos, esmeram-se na produção: frutos mais graúdos e mais saborosos.
Velhas árvores. Tão sábias. Quando chega o outono, trocam a roupagem, aproveitando as cores estonteantes e absurdas da estação. E se fazem mais admiradas.
E quando o enregelante inverno chega, consumindo-lhes a folhagem, ficam ali, recolhem-se para dentro de si mesmas.
Hibernam. E basta um leve toque de sol, um aceno suave da primavera, para se espreguiçarem, alongarem os galhos e despertarem em botões.
Sem reclamações da invernia, do rigor dos ventos, das tempestades enfrentadas.
Tudo serviu para mais fortalecê-las.
E prosseguem, servindo, nenhuma desejando ser como a outra. As amoreiras dão amoras, as jabuticabeiras penduram seus frutos no tronco, as uvas formam cachos caprichosos.
Nem inveja, nem imitação, nem orgulho. Apenas cumprimento do dever. Alegria de servir.
Aprendamos com as árvores. Despojemo-nos do orgulho e do egoísmo. Sirvamos sorrindo, reclamemos menos e produzamos mais, com o que temos, onde estamos.
 
Redação do Momento Espírita, inspirado no texto Minha árvoremeu amor, de Roberta Faria, da revista Sorria, de abril/maio 2015 e versos da poesia Velhas árvores, de Olavo Bilac.
Em 6.7.2015.
Pedimos a sua atenção para o fato de o Momento em Casa não ser um serviço diário.
São enviadas, em média, 3 a 4 mensagens no decorrer da semana. As mensagens do Momento
Espírita também estão disponíveis em cd's e livros, em www.livrariamundoespirita.com.br.

Se não desejar mais receber nossos textos clique aqui e selecione retirar.

segunda-feira, 20 de julho de 2015

Filho Especial

Filho especial
 
 
Durante o namoro eles faziam planos.
Queriam filhos, que seriam recebidos com amor e carinho.
Um ano após o casamento, chegou a filha. Linda, de olhos amendoados e bela cabeleira negra.
Com o tempo, Rosana percebeu que algo não estava bem. O desenvolvimento da criança não estava normal. Sempre muito quieta, não era atraída pelos objetos coloridos...
A pediatra sugeriu consulta com o oftalmologista, que constatou que o nervo ótico estava totalmente lesionado.
Exames neurológicos concluíram o diagnóstico: a menina era portadora de toxoplasmose. Jamais enxergaria, não falaria e nem se locomoveria normalmente...
Lágrimas, desespero, angústia. Depois... a aceitação, a submissão ao fato. E uma positiva tomada de atitude.
Certa feita, saíram em férias e foram passar o fim de semana em um hotel.
A menina parecia uma princesinha, ora no colo do pai, ora no da mãe.
À refeição, pacientemente, Rosana a alimentava, quando se aproximou uma senhora, parabenizando-a.
A mãe, continuando no seu trabalho paciente, não entendeu:
Agradeço a sua gentileza mas não sei o porquê desse cumprimento.
- Estou cumprimentando-a pela sua coragem em sair de casa com sua filha.
Rosana respondeu: Não entendo o que isso tenha de excepcional. É minha filha! Meu marido e eu vamos a todos os lugares com ela. Não creio que pudesse ser diferente.
A senhora, então, completou: Natural para o seu coração amadurecido. Tenho um sobrinho portador de pequeno distúrbio. Pois bem: desde o seu nascimento, jamais minha irmã permitiu que ele saísse de casa. Não permite sequer que chegue ao portão. Teme que alguém o veja.
E desde que lhe vimos a maneira como trata sua menina, minha irmã se emocionou tanto, que começou a chorar. Penso que esteja se dando conta de como deveria ter agido de forma diversa.
Rosana olhou para a outra mesa, e viu a senhora em lágrimas. Sensível, encerrou a conversa com a desconhecida com um conselho de mãe:
Por favor, diga à sua irmã que esses nossos filhos são escadas de luz, pelas quais subimos aos céus...
*   *   *
Receber nos braços um filho especial significa gozar da confiança da Divindade.
Não percamos essa oportunidade.
Um filho especial é um farol que Deus acende em uma família, propiciando o crescimento para a luz.
Não permaneçamos na indiferença.
Não esqueçamos que doente, com limitações, portador de disfunções, é apenas o corpo material, através do qual a alma se depura.
Respeitemos.
Auxiliando um portador de dificuldades a superar seus desafios, nos prestamos a grandes aprendizados.
Não estacionemos na ignorância.
Facilitar a vida de alguém com limitações, de qualquer natureza, representa abrir as portas da comunicação, do movimento, da oportunidade, da esperança.
Lembremos: não somos um corpo que possui um Espírito. Somos um Espírito que precisa de um corpo para viver na Terra.
Depois dessa prova, os que sofrem limitações poderão andar, ouvir, sorrir, cantar!
Deus é Pai de amor, de justiça e de luz!
Tenhamos sempre em mente esta verdade.
 
Redação do Momento Espírita.
Em 30.6.2016.
 
Pedimos a sua atenção para o fato de o Momento em Casa não ser um serviço diário.
São enviadas, em média, 3 a 4 mensagens no decorrer da semana. As mensagens do Momento
Espírita também estão disponíveis em cd's e livros, em www.livrariamundoespirita.com.br.

Se não desejar mais receber nossos textos clique aqui e selecione retirar.